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Pouilly Fumé 06 Jun '19

Pouilly Fumé

Talvez assim de repente o título desta crónica não lhe diga nada… mas depois das linhas que se seguem vai descobrir mais um segredo do fascinante mundo do vinho.

Há certos vinhos que nos marcam de tal forma que não resistimos a prová-los de novo, mal surja uma oportunidade. Foi o que me aconteceu no final da semana passada. Quando dei por mim, estava a pedir novamente um Pouilly Fumé. Não é das regiões mais famosas do mundo, mas é lá que se produz dos melhores exemplos de vinhos a partir de uma casta largamente conhecida e reconhecida, a Sauvignon Blanc.

Foi sem dúvida a Nova Zelândia que tornou a Sauvignon Blanc uma das castas mais conhecidas no mundo. A região de Marlborough, a Norte da Ilha do Sul na Nova Zelândia, trouxe ao mundo um estilo de vinhos a partir desta casta que a transformou num fenómeno. Isto é fabuloso, se tivermos em conta que a casta foi apenas lá introduzida no final dos anos 70 e como uma casta experimental, para misturar com outra, a Mueller-Thurgau.

Foi também a Nova Zelândia que me fez ficar fascinado pelos atributos desta casta, mas a região que a elevou ao meu patamar de excelência foi sem dúvida esta região banhada pelo rio Loire e vizinha a Sancerre, denominada Pouilly Fumé.

A minha paixão por Pouilly Fumé nasce há mais de uma decáda, quando um amigo do mundo do vinho trouxe com ele uma garrafa de Silex do produtor Didier Dagueneau, um enólogo perfeccionista, que experimentou, arriscou e no final ganhou um estatuto de culto, tendo conseguido mostrar ao mundo que esta casta pode também envelhecer longos anos em garrafa, quando bem cultivada e conduzida na adega.

Até aqui, a Sauvignon Blanc era para mim a potência da expressão aromática, um vinho para se beber jovem e para desfrutar toda a sua riqueza aromática. Mas a partir daquele dia, a casta ganhou outra dimensão e esta região um lugar nos meus vinhos preferidos.

Hélder Cunha
A minha vida é o vinho